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sábado, 30 de julho de 2022

quinta-feira, 23 de julho de 2020



A caminho de casa oiço esta música e pela primeira vez "vejo" a letra. 
E é um murro no estômago ou a carapuça perfeita.
Porque no fim, não sobra nada de mim.

quinta-feira, 25 de junho de 2020







Às vezes sou uma mulher imprópria. Fico perto demais, insisto sem pudor e vivo a audácia. Enfio as minhas palavras nos teus silêncios, como um suspiro entre as costelas, um murmúrio junto aos rins, uma explosão no caminho obscuro da raiva. 

Procuro o sentido, o fio do desejo ou a falha iminente.

terça-feira, 16 de junho de 2020



Todos conhecem músicas, livros ou pessoas capazes de viciar, 
daquelas que se esgueiram pelo meio dos pensamentos, impedindo qualquer concentração? 

Quem nunca sucumbiu a uma tentação? 
Daquelas tentações que atropelam sem avisar , cheias de indecência. 

Às vezes sou uma mulher imprópria, que insiste sem pudor. 
Enfio as minhas palavras nos silêncios, como um suspiro entre as costelas, 
um murmúrio junto aos rins, uma tumulto na fissura sombria da raiva. 
E aprendo a guardar as feridas. 

E então há que celebrar a alegria. Ela ilumina as cicatrizes. 
Rir para saborear, sorrir. Engolir os segundos felizes e frágeis. 
 O suor afoga-se nos lençóis e perfuma o quarto. 
Não existe mais nada além da urgência, do olhar que emociona.
Agarrar a força, tocar os sorrisos, lamber o sal junto aos lábios. 

Há momentos cheios de faíscas, quando se inventa um outro mundo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018


Não foram necessárias armas para matar. 
Bastou o silêncio para acabar com o melhor de nós.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018



Um silêncio a mais
E o barulho da água
Espero que o dia me aconchegue
No balanço suave de um abraço

O passeio lento no meio da trovoada
Quando a chuva cai mais forte que os pensamentos
Um caminho junto ao precipício
E olhar para o sonho, lá no fundo
Inatingível




quinta-feira, 16 de agosto de 2018



O Silêncio faz eco na superfície da pele. As palavras fogem. Talvez algumas estejam trancadas algures num canto da minha cabeça. Mas a porta está fechada e não há forma de a abrir.

Talvez amanhã.

terça-feira, 26 de junho de 2018



Doce
Selvagem
E às vezes trapalhona
Oiço o que escapa sempre do silêncio
Oiço a esquiva fragilidade 
Da tua ausência

quarta-feira, 30 de maio de 2018



Um dia igual a tantos outros
E talvez não.
O rio das horas leva-me com ele.
Ia para um lado e escolhi outro.
Um banco. E o vento.

Olho para as pessoas à minha volta
E procuro o silêncio
Mas qual silêncio?
O que fica dentro do barulho?
No fundo de mim?
Talvez o da poesia.
É o mais bonito.

quarta-feira, 4 de abril de 2018


Do outro lado do silêncio há o amor e o ritmo de um coração cansado.
Procura-se uma vida inteira no meio dos segundos a que temos direito
mas o futuro esgota-se na ampulheta do tempo. 
Haverá espaço para ser feliz?