Mostrar mensagens com a etiqueta dias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de agosto de 2020



Quero o amor suave, as palavras doces, os sorrisos de madrugada, as horas azuis junto ao mar. 
Quero as mensagens sorrisos, a bondade, o respeito e o consentimento sussurrado.

E quero o fogo, a paixão que devora, as entranhas quentes da urgência, o sorriso nos lábios e os perfumes na pele, os corpos impacientes. 
Quero os gritos, o gozo barulhento, e o balanço dos rins.
Quero tudo e a absoluta liberdade.
Quero a poesia do dia, o sol quente e as horas cegas, sem janela para o mundo.
Quero tanto.
Mas quem tudo quer, tudo perde.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019




Preso. 
Algures entre o coração e a madrugada.
E o sol por cima dos telhados.
E Chet Baker, baixinho na cozinha.

E as palavras.
A vontade de amar, apesar dos humores inconstantes.
A distância que separa.
Como as duas margens de um rio.
E as pedras. E a corrente.
 
Irei caminhar. Vou sempre.
Escrever e caminhar. 
Atravessar a cidade e os dias.

E agarrar as imagens nas batidas do coração.
Está tudo bem.
A luz persiste.Sempre.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018



Um silêncio a mais
E o barulho da água
Espero que o dia me aconchegue
No balanço suave de um abraço

O passeio lento no meio da trovoada
Quando a chuva cai mais forte que os pensamentos
Um caminho junto ao precipício
E olhar para o sonho, lá no fundo
Inatingível




quarta-feira, 1 de agosto de 2018



A vida entre dois segundos, como os paradoxos usados e o mundo do avesso.
Deposito pedras pequenas no caminho da vontade. Sorrisos e fantasias num dia sem fim.
Os corpos despidos e os cabelos embrulhados. E a mulher de olhos escuros como a noite mas que brilham quando o coração sorri. Ao longe uma viola. Há a felicidade que se ouve. Olho para o céu e para o sol da meia noite.  No meio da música sente-se o perfume da alfazema. e a insensatez de pequenos nadas que são tudo.. 

quarta-feira, 18 de julho de 2018


Entras em casa e fechas a porta. O silêncio é ensurdecedor apesar do miar do gato que te dá as boas vindas. Despes a roupa e vestes algo mais confortável. Abres a porta do frigorífico e comes qualquer coisa rápido. A vontade de cozinhar é zero. Ligas a televisão ao mesmo tempo que dás uma vista de olhos nas redes sociais. Nada de novo. Sentas-te na cadeira que está na varanda embrulhada numa manta em pleno mês de julho e bebes um chá de camomila. Tentas continuar a leitura do livro que compraste nas férias antes de passar a noite em claro na cama grande demais para uma pessoa só e quando o o dia nasce secas as lágrimas e levantas-te para enfrentar mais um dia. A verdade é que todos os dias tudo acaba e tudo re(começa).

terça-feira, 17 de julho de 2018

´

Uma manhã ultrapassada
O cheiro do rio
E todo o tempo cosido junto

Pedaços de um sonho que volta
E do outro lado a brisa que sopra
Para levar os dias embora

E ainda os mesmos turbilhões
Que nos empurram para outro lado
O tempo é uma corrente 

Entre as horas que magoam
E as outras que aconchegam
Querer reparar o inquebrável
Como se a vida não fosse mais do que isso

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017



Houve o tempo sem palavras escritas. 
Houve encontros falhados e a cabeça na lua. 
E as quedas nas escadas de tanto carregar. A pressa sempre para não chegar atrasada. 
Tantos sorrisos encolhidos porque sim e tantas palavras duras. 

Houve uma noite cheia de dança, deliciosa e incrível. E a realidade que se mistura com a imaginação. 
E também o poema de um desconhecido e todas os fios imperceptíveis e voláteis emaranhados com magia. 

Houve o passeio na cidade sombra, debaixo da chuva e o prazer da solidão. Uma música triste e a beleza das cadeiras vazias e das árvores nuas. 
E aquele dia em que me disseram que a mão esquerda nem sempre tem de saber o que faz a mão direita. 

Houve tantos momentos em que pensei que podia fazer mais e melhor. 

E finalmente ontem. Uma decisão, uma escolha e um caminho incerto.