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segunda-feira, 20 de agosto de 2018



Um silêncio a mais
E o barulho da água
Espero que o dia me aconchegue
No balanço suave de um abraço

O passeio lento no meio da trovoada
Quando a chuva cai mais forte que os pensamentos
Um caminho junto ao precipício
E olhar para o sonho, lá no fundo
Inatingível




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018


Fica sentada na borda dos sonhos. Há anos que o faz. Nunca se mexeu. Tem a pele das bonecas de cera. Espera um sinal. Tem tanto para dizer. Ou talvez não tenha nada. Faz da escrita uma história pessoal. Vê-se nela como quem olha para um espelho.
No entanto nunca percebeu quem era. Fica de frente para o espelho e procura-se dentro. Guarda apenas os olhos verdes e deita fora o resto. Por baixo da carne bate um coração furioso. 
Escreve mas nem sempre se reconhece nas palavras. Está lá uma parte do que é mas há também outra coisa. Indefinida.