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quarta-feira, 5 de agosto de 2020



Quero o amor suave, as palavras doces, os sorrisos de madrugada, as horas azuis junto ao mar. 
Quero as mensagens sorrisos, a bondade, o respeito e o consentimento sussurrado.

E quero o fogo, a paixão que devora, as entranhas quentes da urgência, o sorriso nos lábios e os perfumes na pele, os corpos impacientes. 
Quero os gritos, o gozo barulhento, e o balanço dos rins.
Quero tudo e a absoluta liberdade.
Quero a poesia do dia, o sol quente e as horas cegas, sem janela para o mundo.
Quero tanto.
Mas quem tudo quer, tudo perde.


quinta-feira, 25 de junho de 2020







Às vezes sou uma mulher imprópria. Fico perto demais, insisto sem pudor e vivo a audácia. Enfio as minhas palavras nos teus silêncios, como um suspiro entre as costelas, um murmúrio junto aos rins, uma explosão no caminho obscuro da raiva. 

Procuro o sentido, o fio do desejo ou a falha iminente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019


Nem sempre a corrente que nos leva é a mais favorável.
No entanto, escolhemos lutar contra uma maré que insiste em trazer-nos de volta para o mesmo lugar. 
Não há tempo para arrependimentos, nem vontade de traçar um novo rumo.
Respiramos fundo e voltamos diferentes. 
Nem melhor, nem pior. Apenas diferentes.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

quinta-feira, 26 de julho de 2018


Deus das Pequenas Coisas.
Outono e primavera.
O sorriso tímido e os sonhos coloridos.
Um baloiço cheio de esperança e desejos junto ao tornozelo.
O cheiro da chuva e andar descalça.
Há nódoas negras no coração de tanto amar.
Melodia suave, rascunho de mulher, migalha de criança.


quinta-feira, 1 de março de 2018

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018



O prazer provocado pela sucção e depois pela degustação. As moléculas escorregam suavemente pelas papilas gustativas. A lenta deglutição abre o caminho do prazer até ao cérebro. O gozo começou. As mensagens químicas criadas correm para a frente sináptica. O ambiente está cheio de eletricidade. O córtex é inundado com miliares de impulsos nervosos. 
O desejo sobre inexoravelmente.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018


Olho para aquele casal. Duas mulheres, jovens. 
As duas são surdas, ou mudas. Tento fazer o inventário dos gestos e das variáveis. Observo como as mãos cortam, viram, indicam, batem e como os dedos tocam piano no ar ou num punho, numa testa ou nariz. Uma conta e a outra concorda. Elas não olham para as mãos mas para a linha do horizonte que une os dois olhares porque não basta olhar. A condição sine qua non deste diálogo é nunca parar de ver. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018


We passed upon the stair
We spoke of was and when
Although I wasn't there
He said I was his friend
Which came as a surprise
I spoke into his eyes
I thought you died alone
A long long time ago
Oh no, not me
We never lost control
You're face to face
With the man who sold the world
I laughed and shook his hand
And made my way back home
I searched for form and land
For years and years I roamed
I gazed a gazeless stare
We walked a million hills
I must have died alone
A long, long time ago
Who knows?
Not me
I never lost control
You're face to face
With the man who sold the world
Who knows?
Not me
We never lost control
You're face to face
With the man who sold the world