segunda-feira, 1 de abril de 2019


Tenho 41 anos e já não me sinto invencível. Tenho a medida da fragilidade na carne, nos ossos e no corpo inteiro. Na pele sei as marcas permanentes e as fissuras junto aos olhos.
Inspiro fundo para me encher do tempo que passa e que não volta atrás. À volta sei a vida frágil e os que vão embora, sempre cedo demais.
Ainda quero agarrar o valor de cada momento. O passado dissolve-se e o futuro intriga-me. No entanto o hoje é a única testemunha de um corpo que mexe.

As máscaras caíram e já não tenho medo dos outros, ou de mim própria. Acabei por perceber que nunca serei tudo o que desejava ser, o que não tem problema algum. 
É cansativo tentar agradar a todos e o melhor  é ser verdadeira, doa a quem doer.
Tenho 41 anos e não sei muito bem o caminho a seguir mas sei que a vida ainda pode ser louca, perigosa, imensa, bela e surpreendente. 
Tenho 41 anos e sinto-me grata.



quarta-feira, 27 de março de 2019



De noite, quando o calor atravessa as minhas entranhas, quando a minha boca procura. espero.
É estúpido mas espero por ti.
E então uso tudo o que posso, os dedos como se fossem os teus, os brinquedos.

O desejo cai em mim como uma cadela enraivecida e ferida, como uma doença.
A dor é mais suportável do que a frustração.

Tu e eu. Somos um jogo perverso.

sábado, 23 de março de 2019




Tnho de aprender a viver de maneira diferente.
 Mudar os planos. 
Agarrar o horizonte. 
Escolher o importante.

sexta-feira, 15 de março de 2019




Misa, Riverside Park, New York City 
@ Dane Shitagi 

Dos estados contraditórios.
As tormentas invisíveis e um corpo que sorri, inteiro, quando dança.