Mostrar mensagens com a etiqueta desejo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desejo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de agosto de 2020



Quero o amor suave, as palavras doces, os sorrisos de madrugada, as horas azuis junto ao mar. 
Quero as mensagens sorrisos, a bondade, o respeito e o consentimento sussurrado.

E quero o fogo, a paixão que devora, as entranhas quentes da urgência, o sorriso nos lábios e os perfumes na pele, os corpos impacientes. 
Quero os gritos, o gozo barulhento, e o balanço dos rins.
Quero tudo e a absoluta liberdade.
Quero a poesia do dia, o sol quente e as horas cegas, sem janela para o mundo.
Quero tanto.
Mas quem tudo quer, tudo perde.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019



A música foge 
A impulsão e a tensão
Nada é imutável

Os nossos desertos são permeáveis
O teu
O meu

Sei janeiro e o vento
E sei-me a procurar a ilusão de um desejo perdido algures
Nas bordas do caminho

E ficamos presos nas mesmas horas
Com menos certezas
E de coração vazio

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019



Desejo-te o sorriso e a audácia. A aventura dos sentidos, os arrepios na pele, a lágrima cheia de emoção e a confiança. O corpo que viaja, o tempo que se esquece e a onda.

Desejo-te o amor de boca cheia, a humidade e o sal do suor, a fome de mais e mais forte, o sopro curto e o calor.

Desejo-te manhãs indecentes, noites azuis e o abandono das horas suaves.

Desejo-te a emoção e o sorriso que treme. Desejo-te a suavidade dos lençóis, o desconhecido e o corpo cansado. E a lembrança inesquecível, o olhar cúmplice e mais do que tudo, desejo-te a vida e o amor.

sexta-feira, 27 de abril de 2018


Lembras-te da pele suave e do amor?
Por baixo das costelas o coração quente e a audácia da idade. 
O apetite renovado como um reencontro.  
As unhas na pele dos ombros, a boca junto ao pescoço e os arrepios roubados na esquina do tempo. 
Vejo as rugas desenhadas, a suavidade e a fantasia. 
Adormecer num abraço protetor e provar a madrugada de um corpo tranquilo e 
a emoção vermelha da pele cansada na manhã valente. 
E o perfume, depois de uma noite entre desejo e lembrança.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


Sento-me e abro uma página em branco. Não sei bem sobre o que escrever mas sei que tenho o corpo em alerta. Porque as palavras e o frio têm em mim o mesmo efeito. A pele fica sensível, quase dorida. Preciso de um abraço. Preciso de reconforto. E é isso que encontro em cada texto. É o meu luxo. Reinventar no escuro da noite os silêncios e as emoções, as fragilidades e os arrepios. Pensar na tua pele na minha, encontrar a palavra certa para dizer a saudade. As palavras são eternas declarações de vida. Invento outros mundos e desenho no abandono das metáforas todo o amor que sinto por ti.

sábado, 10 de fevereiro de 2018


Senti vontade de dançar com a lua. A lua brilhante e luminosa. A lua sorridente, o sonho e o paraíso. Contigo é sempre assim. Caio no abismo e sei a pele quente, o abandono dos sentidos. 
Hoje voltei a ser tua. Há o sabor a tangerina salgada e a liberdade do desejo. E o mergulho na onda azul e na carne vermelha. Desenhamos as linhas da intimidade na pele nua. Percorremos a estrada da vontade na partilha de uma cama, de um céu ou de uma noite. 
Ofereces-me a onda e esqueço a razão quando a minha vontade é ter a tua pele na minha. Esqueço que não és meu. És dela.

sábado, 6 de janeiro de 2018


Ele fala e a voz masculina ecoa entre os muros da sala. Um eco que cresce no meu corpo, onde o calor começa a subir. Olho para a boca de homem, para a barba que nasce. Fruto proibido. Há homens assim. Os olhos azuis, verdes ou escuros, as sobrancelhas rasgadas com uma cicatriz, os dedos compridos, os ombros largos que fazem desaparecer, as vozes graves que ecoam quando as salas ficam vazias das presenças deles e cheias das palavras ditas. Fala-se pouco da sensualidade dos homens. Do olhar que queima quando o corpo está nu, quando os olhos descem. Não se fala das fraquezas, da voz que falha ou das mãos que apertam o pescoço. Das mãos que encostam um corpo a uma parede e que reclamam a pele. Fala-se pouco das mãos violentas que fazem tremer, que te puxam do caos para o sentires por inteiro.