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terça-feira, 21 de julho de 2020




Um corpo indiferente
O abismo colado à pele

A veia imóvel absorve o caos

Nos ecos da terra escura
a água procura a esperança

Sempre a mesma lama que avança

E o sonho que teima em não morrer

E o caminho para o fim
Como um recomeço

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018


Procuras satisfazer o corpo e enganar o coração.
O regresso a casa faz-se sempre em silêncio. Não há partilha. 
Não há ninguém à tua espera. 
Sentes o ritmo irrequieto do ponteiro do relógio.
Não podias ser mais. Não estava escrito que fossem mais juntos.
Escolheste o caminho que te deram como possível. É melhor? É pior?
É o que há. 
Nunca poderás descansar a alma na pele quente nem sentir o cabelo afagado ao fim da noite.
Disfarças a tristeza e juras que nunca mais viverás tanto por outra pessoa. 
Morreste no dia em que não quiseram o teu amor.