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sábado, 8 de agosto de 2020



Há uma tranquilidade estranha em casa. Levanto o nariz do livro e oiço o sino da capela. 
Passaram algumas semanas e ainda sinto um vazio quando não estás na minha vida. 
O teu silêncio prolongado deixa-me triste. Ausência involuntária? Cansaço? Preguiça? Distância imposta? 
Talvez seja uma fuga. Mas o comboio há-de partir sem ti. 
Sei que não vais dar notícias. Vais calar-te, como sempre e vou continuar descosida. 
Palavras frágeis. 
A distância que nos separa, distância desprovida da tua presença é para mim como um abismo. 
Sou apenas sombra. Caio. 
É um mau estar que não controlo. 
É uma sensação desagradável pintada de emoções que me fazem mal. 

Desculpa. Vou deixar-me levar pela voz da Alice. 



terça-feira, 21 de agosto de 2018








Encheste o vazio do meu espaço. A sala, o quarto e a cozinha estão cheios de ti, 
mas quando mais espaço ocupas, maior é o vazio que deixas em mim.
Quero baixar a guarda, pousar a máscara e esquecer que nunca será como o sonho que habita em mim.
Vivo a felicidade na sombra das horas. 
Oiço o teu sorriso em cada gesto traçado, vejo o teu olhar no pedaço de pele que me veste. 
E a cada dia  que passa pergunto-me se não estou a cometer o maior erro da minha vida.