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quinta-feira, 6 de setembro de 2018


Procura-se uma viagem ligeira. A pele não precisa de jóias. 
A suavidade é suficiente, e a humidade também, quando o ácido procura a orquídea. 
É tempo de uma vida mais simples. Poucos bens, menos espaço e a vida como casulo. 
Ao longe as colinas acalmam o silêncio e há o bailado das nuvens no infinito do céu que conta histórias de outros mundos. A paisagem desfila ao ritmo de uma música metálica. 
As únicas notas que se ouvem nascem da água do rio e do vento que sacode as folhas das árvores.
 Os pés sentem a erva e o sol aquece a pele. 
E no meio da fragilidade encontra-se a força das horas.

terça-feira, 20 de março de 2018



A noite e o frio que devora. 
Caminhar como um viajante sem bagagem. procurar o calor, aqui ou ali. 
Perder o fôlego e espreitar a luz.
A estrada pode ser longa quando nos perdemos entre as horas educadas e as horas selvagens.
 Procuramos a linha paralela como os corpos que dançam e as vidas cúmplices.
Há nos olhos uma luz, como a emoção e a vida entre as costelas. Correr. Rir.
E então o silêncio quente e húmido da felicidade. 
E a promessa de não dizer nada e oferecer tudo.