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terça-feira, 11 de dezembro de 2018


Abri a janela.
Senti o ar fresco.
Ouvi os pássaros.
O inverno tem o seu vestido, a sua rotina e uma personalidade única.
Paralisa a minha memória, como uma mão gelada.


segunda-feira, 14 de maio de 2018


O tempo que se esperava. A onda branca da manhã, os momentos suspensos, o nariz que olha para o cume das árvores. Pés descalços, o corpo que escorrega no algodão ligeiro, abandonado nas horas longas que deslizam até à noite escura. Sorrimos na suavidade do crepúsculo. Abrimos as janelas adormecidas depois da chuva e bebemos a luz e os segundos que passam.
Ciclo sem fim. Ampulheta virada. Imensidão.