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terça-feira, 25 de setembro de 2018


Tenho saudades tuas. Das nossas longas conversas e das risadas. Saudades de te sentir por perto. Sei que te foste embora e que a culpa é minha. A tua amizade faz-me falta. A tua presença faz-me falta. Já tentei falar contigo mas não dá em nada. Mas hoje li-te e percebi que a tua vida mudou. Gostava de ter estado ao teu lado quando apanhaste aquele susto. Gostava de te ter dito que ia correr tudo bem. Não estive e a culpa é minha. Espero que sejas feliz. Mereces.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018


Não foram necessárias armas para matar. 
Bastou o silêncio para acabar com o melhor de nós.

terça-feira, 26 de junho de 2018



Doce
Selvagem
E às vezes trapalhona
Oiço o que escapa sempre do silêncio
Oiço a esquiva fragilidade 
Da tua ausência

quinta-feira, 12 de abril de 2018



Tenho a saudade desenhada nos pulsos. Como a noite, os dias e os meses.
Depois das horas a tocar o suave e a pele, a seda e o veludo.Os murmúrios escolhidos, as palavras e a heresia.
Os corpos deram o ritmo e o jazz ligeiro. Escolhi o desejo e a vida que atravessa. 
Entro dentro do silêncio, um mergulho interior em que o mundo fica do lado de fora. O pior e o melhor. O coração esgotado e o corpo cansado mas cheio de vida. A curva dos rins, a linha e as horas oferecidas. E talvez o tempo e a beleza. O sal nos cabelos conta a satisfação e a celebração da primavera que tarda. De vez em quando é preciso provocar a vida.


terça-feira, 13 de março de 2018


Os seus cabelos tinham o cheiro exacto do meu quarto. 
Nunca nada dele tinha ficado com o cheiro exato do meu quarto. 
Fiquei em silêncio. Guardei as pálpebras-portas, pesadas e fechadas.
Pensei nos pés que nunca pisaram este território onde sei que sou livre.
Este lugar onde ninguém se preocupa comigo. 
E voltei a lembrar que os seus cabelos tiveram apenas uma vez o cheiro exacto do meu quarto.
E fiquei satisfeita em poder adormecer e refugiar-me dentro, como faço sempre que existe matéria.
 Porque a matéria ocupa espaço.
E o vazio fica mais cheio.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


Sento-me e abro uma página em branco. Não sei bem sobre o que escrever mas sei que tenho o corpo em alerta. Porque as palavras e o frio têm em mim o mesmo efeito. A pele fica sensível, quase dorida. Preciso de um abraço. Preciso de reconforto. E é isso que encontro em cada texto. É o meu luxo. Reinventar no escuro da noite os silêncios e as emoções, as fragilidades e os arrepios. Pensar na tua pele na minha, encontrar a palavra certa para dizer a saudade. As palavras são eternas declarações de vida. Invento outros mundos e desenho no abandono das metáforas todo o amor que sinto por ti.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018


Gosto que sejas opaco
E que a tua luz densa
E os teus átomos tão próximos
Que os possa sentir
Ver-te
Tocar-te