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sábado, 6 de agosto de 2022
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Tenho saudades tuas. Das nossas longas conversas e das risadas. Saudades de te sentir por perto. Sei que te foste embora e que a culpa é minha. A tua amizade faz-me falta. A tua presença faz-me falta. Já tentei falar contigo mas não dá em nada. Mas hoje li-te e percebi que a tua vida mudou. Gostava de ter estado ao teu lado quando apanhaste aquele susto. Gostava de te ter dito que ia correr tudo bem. Não estive e a culpa é minha. Espero que sejas feliz. Mereces.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
terça-feira, 26 de junho de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Tenho a saudade desenhada nos pulsos. Como a noite, os dias e os meses.
Depois das horas a tocar o suave e a pele, a seda e o veludo.Os murmúrios escolhidos, as palavras e a heresia.
Os corpos deram o ritmo e o jazz ligeiro. Escolhi o desejo e a vida que atravessa.
Entro dentro do silêncio, um mergulho interior em que o mundo fica do lado de fora. O pior e o melhor. O coração esgotado e o corpo cansado mas cheio de vida. A curva dos rins, a linha e as horas oferecidas. E talvez o tempo e a beleza. O sal nos cabelos conta a satisfação e a celebração da primavera que tarda. De vez em quando é preciso provocar a vida.
terça-feira, 13 de março de 2018
Os seus cabelos tinham o cheiro exacto do meu quarto.
Nunca nada dele tinha ficado com o cheiro exato do meu quarto.
Fiquei em silêncio. Guardei as pálpebras-portas, pesadas e fechadas.
Pensei nos pés que nunca pisaram este território onde sei que sou livre.
Este lugar onde ninguém se preocupa comigo.
Pensei nos pés que nunca pisaram este território onde sei que sou livre.
Este lugar onde ninguém se preocupa comigo.
E voltei a lembrar que os seus cabelos tiveram apenas uma vez o cheiro exacto do meu quarto.
E fiquei satisfeita em poder adormecer e refugiar-me dentro, como faço sempre que existe matéria.
Porque a matéria ocupa espaço.
E o vazio fica mais cheio.
E fiquei satisfeita em poder adormecer e refugiar-me dentro, como faço sempre que existe matéria.
Porque a matéria ocupa espaço.
E o vazio fica mais cheio.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Sento-me e abro uma página em branco. Não sei bem sobre o que escrever mas sei que tenho o corpo em alerta. Porque as palavras e o frio têm em mim o mesmo efeito. A pele fica sensível, quase dorida. Preciso de um abraço. Preciso de reconforto. E é isso que encontro em cada texto. É o meu luxo. Reinventar no escuro da noite os silêncios e as emoções, as fragilidades e os arrepios. Pensar na tua pele na minha, encontrar a palavra certa para dizer a saudade. As palavras são eternas declarações de vida. Invento outros mundos e desenho no abandono das metáforas todo o amor que sinto por ti.
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