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terça-feira, 11 de agosto de 2020


As palavras tiveram sempre um forte impacto. Para mim, a escrita pode ser uma bóia de salvação. 
A vida ensinou-me a não ter medo de me afogar e a minha maior vitória é poder escrever em total liberdade nas ondas do mar. Até no meio das tempestades, as palavras podem salvar-nos do naufrágio. Basta escrever.
Anunciamos ao mundo os nossos defeitos e tudo o resto também. E é na beleza da escrita que descobrimos que não estamos sozinhos. Cada frase é o som de uma voz que fala. 
Nunca poderei parar de escrever. Oiço os sons das letras e o barulho do lápis no papel. Escreve-se no silêncio para não gritar. O som das palavras será sempre mais forte do que um grito desesperado.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019



Partilhei imensas noites com livros. Dos primeiros, recordo as aventuras e as convicções. 
Os clássicos alimentaram o prazer e a virtude. 
Camus e Sartre encheran-me de dúvidas e detestei Ignatius Reilly. 
Mas sem dúvida alguma, Kundera e Sade.
Uma pequena biografia literária que simplifica o meu caos pessoal.
A vida seria mais tranquila sem a leitura mas eu sou insatisfeita. Perceber, provar, mexer. 
Em cada leitura fico cheia. deixo-me atravessar e invadir. 
Sem reserva, até provar a última gota de prazer.