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terça-feira, 11 de agosto de 2020


As palavras tiveram sempre um forte impacto. Para mim, a escrita pode ser uma bóia de salvação. 
A vida ensinou-me a não ter medo de me afogar e a minha maior vitória é poder escrever em total liberdade nas ondas do mar. Até no meio das tempestades, as palavras podem salvar-nos do naufrágio. Basta escrever.
Anunciamos ao mundo os nossos defeitos e tudo o resto também. E é na beleza da escrita que descobrimos que não estamos sozinhos. Cada frase é o som de uma voz que fala. 
Nunca poderei parar de escrever. Oiço os sons das letras e o barulho do lápis no papel. Escreve-se no silêncio para não gritar. O som das palavras será sempre mais forte do que um grito desesperado.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019



Partilhei imensas noites com livros. Dos primeiros, recordo as aventuras e as convicções. 
Os clássicos alimentaram o prazer e a virtude. 
Camus e Sartre encheran-me de dúvidas e detestei Ignatius Reilly. 
Mas sem dúvida alguma, Kundera e Sade.
Uma pequena biografia literária que simplifica o meu caos pessoal.
A vida seria mais tranquila sem a leitura mas eu sou insatisfeita. Perceber, provar, mexer. 
Em cada leitura fico cheia. deixo-me atravessar e invadir. 
Sem reserva, até provar a última gota de prazer.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018


We passed upon the stair
We spoke of was and when
Although I wasn't there
He said I was his friend
Which came as a surprise
I spoke into his eyes
I thought you died alone
A long long time ago
Oh no, not me
We never lost control
You're face to face
With the man who sold the world
I laughed and shook his hand
And made my way back home
I searched for form and land
For years and years I roamed
I gazed a gazeless stare
We walked a million hills
I must have died alone
A long, long time ago
Who knows?
Not me
I never lost control
You're face to face
With the man who sold the world
Who knows?
Not me
We never lost control
You're face to face
With the man who sold the world