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sexta-feira, 17 de junho de 2022

Largar o que faz mal e arriscar. 
Desequilibrar a balança.
Nomear as palavras que dizem o possível, as que permitem andar junto ao abismo sem nunca cair.
Palavras escondidas na escuridão para afastar as sombras.
E então gritar tudo o que contei ao vento.



quinta-feira, 23 de julho de 2020



A caminho de casa oiço esta música e pela primeira vez "vejo" a letra. 
E é um murro no estômago ou a carapuça perfeita.
Porque no fim, não sobra nada de mim.

quinta-feira, 25 de junho de 2020







Às vezes sou uma mulher imprópria. Fico perto demais, insisto sem pudor e vivo a audácia. Enfio as minhas palavras nos teus silêncios, como um suspiro entre as costelas, um murmúrio junto aos rins, uma explosão no caminho obscuro da raiva. 

Procuro o sentido, o fio do desejo ou a falha iminente.

terça-feira, 16 de junho de 2020



Todos conhecem músicas, livros ou pessoas capazes de viciar, 
daquelas que se esgueiram pelo meio dos pensamentos, impedindo qualquer concentração? 

Quem nunca sucumbiu a uma tentação? 
Daquelas tentações que atropelam sem avisar , cheias de indecência. 

Às vezes sou uma mulher imprópria, que insiste sem pudor. 
Enfio as minhas palavras nos silêncios, como um suspiro entre as costelas, 
um murmúrio junto aos rins, uma tumulto na fissura sombria da raiva. 
E aprendo a guardar as feridas. 

E então há que celebrar a alegria. Ela ilumina as cicatrizes. 
Rir para saborear, sorrir. Engolir os segundos felizes e frágeis. 
 O suor afoga-se nos lençóis e perfuma o quarto. 
Não existe mais nada além da urgência, do olhar que emociona.
Agarrar a força, tocar os sorrisos, lamber o sal junto aos lábios. 

Há momentos cheios de faíscas, quando se inventa um outro mundo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018



O Silêncio faz eco na superfície da pele. As palavras fogem. Talvez algumas estejam trancadas algures num canto da minha cabeça. Mas a porta está fechada e não há forma de a abrir.

Talvez amanhã.