Tenho a saudade desenhada nos pulsos. Como a noite, os dias e os meses.
Depois das horas a tocar o suave e a pele, a seda e o veludo.Os murmúrios escolhidos, as palavras e a heresia.
Os corpos deram o ritmo e o jazz ligeiro. Escolhi o desejo e a vida que atravessa.
Entro dentro do silêncio, um mergulho interior em que o mundo fica do lado de fora. O pior e o melhor. O coração esgotado e o corpo cansado mas cheio de vida. A curva dos rins, a linha e as horas oferecidas. E talvez o tempo e a beleza. O sal nos cabelos conta a satisfação e a celebração da primavera que tarda. De vez em quando é preciso provocar a vida.



