quarta-feira, 13 de maio de 2026

 A chuva que bate na janela, ao cair da tarde, como uma música sem notas.

O roçar do lençol de algodão sobre a pele lisa e a coxa que desliza.

A carne estremece.

O óleo na mão, e o deslizar dos rins até às coxas, como uma música húmida.

Os dedos junto do caminho delicado, como os pés no rio gelado, ou o duche quente da manhã. 

Café que queima.

A respiração suspensa no prazer explosivo.

O corpo sorri.

E depois o silêncio. 

O silêncio que eu amo.