quarta-feira, 13 de maio de 2026

 A chuva que bate na janela, ao cair da tarde, como uma música sem notas.

O roçar do lençol de algodão sobre a pele lisa e a coxa que desliza.

A carne estremece.

O óleo na mão, e o deslizar dos rins até às coxas, como uma música húmida.

Os dedos junto do caminho delicado, como os pés no rio gelado, ou o duche quente da manhã. 

Café que queima.

A respiração suspensa no prazer explosivo.

O corpo sorri.

E depois o silêncio. 

O silêncio que eu amo.



quinta-feira, 18 de julho de 2024

Desejo



Dizer o desejo. 

Dizer as palavras que tocam e os gestos que provam.

Olhar, sorrir e deixar as mãos na pele suave.

Dizer com o corpo o que a boca mim nunca dirá.

Antes o remorso do que o arrependimento.

terça-feira, 18 de junho de 2024

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Domingo



E como o sol que espreita entre as nuvens, também eu regresso pouco a pouco a minha vida. O olhar atento e o cabelo rebelde. E uma chávena de café. Escuro.