sexta-feira, 23 de julho de 2021


 Às vezes, vês as faíscas da força pura, quando juntos, se cria outro mundo. O mundo onde os corpos se conhecem e as máscaras caem.

Há o fogo e a paixão que devora, os corpos impacientes, os gritos e o balanço dos rins que bate fundo.

E a poesia do dia, o sol quente, as horas cegas, sem janela para o mundo.

E nessas horas, os corpos, às vezes, ganham. 



quarta-feira, 21 de julho de 2021


É tempo de crescimento, de mudança, de perdão. Abraçar os erros e as falhas. Aceitar as quedas e perceber que ficas mais forte e focada a cada passo.

Focada nas conquistas, nas pequenas vitórias que guardas só para ti. Orgulho.

A vida é feita de reconstruções, de recomeços e de encruzilhadas.

Não há certo ou errado. 

E sabem uma coisa? Está tudo bem. 



segunda-feira, 19 de julho de 2021




Os de sempre. Como uma família.

O homem velho e doce, com o olhar cheio de nostalgia. 
Tem o amor tatuado no braço. Na pele fina, uma data e um nome.

Na outra mesa, o casal de amantes que se junta de 3 em 3 meses para 2 horas de prazer.

No canto uma rapariga tímida. Senta-se sempre muito direita. 
Observa tudo à sua volta. 
Os segundos entre a sombra e a luz alimentam-na o suficiente para ganhar 
forças e voltar para o emprego sem alegria. 
A pele pálida e o tempo desenhado nos cantos dos olhos. 
Ninguém a pode domar, ainda menos conquistar. 
Talvez só queira ser amada.

ps: texto escrito no verso de um guardanapo, no café de sempre